O autoritarismo disfarçado, que rouba a liberdade

Escrito em em Dezembro 2, 2018

Muitos pais confundem, na minha opinião, a necessidade de mostrar valores morais e sociais aos seus filhos com um certo autoritarismo disfarçado

Muitos pais confundem, na minha opinião, a necessidade de mostrar valores morais e sociais aos seus filhos com um certo autoritarismo disfarçado, que pretende moldar a opinião daqueles a quem deram a vida, e que “apenas” deviam ajudar a crescer e a tornarem-se pessoas, com todos os direitos que esta condição deve permitir.

Estou bastante convencido de que é muito difícil a um pai ou a uma mãe respeitar que o filho faça o seu próprio caminho, construa a sua personalidade, descubra quem é ele na vida, forme, no fundo, a sua individualidade, aspecto essencial do ser Pessoa.

Entendo que pertence aos pais informar os filhos sobre quais são os seus valores, os dos pais, mas depois é importante, fundamental, que tenham a capacidade de respeitar a identidade dos filhos. Uma vez, participei num programa de rádio no qual uma mãe, representante de uma associação de pais, manifestou o seu desagrado pela nova lei sobre educação sexual pelo simples motivo, imagine, que não queria que na escola dissessem aos seus filhos que uma menina se pode apaixonar por outra menina, ou um menino por outro menino, do mesmo modo como uma menina e um menino se podem apaixonar um pelo outro.

A minha surpresa não resulta apenas da ingenuidade desta mãe que não percebe que os filhos vão saber dessa realidade em vários contextos da vida, quer dentro da escola quer fora dela. O meu espanto, e indignação, resulta da pretensão desta mãe que quer condicionar a personalidade dos próprios filhos escondendo-lhes o que é, na realidade, a vida, como uma qualquer ditadorazinha doméstica.

 


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