O mito do trauma e o concordar com tudo

Escrito em em Novembro 28, 2018

O papel da criança é lutar pelo que quer. E o do pai e da mãe, é recusar, dizer não, sempre que não está de acordo com o que a criança pede. E não há qualquer perigo de trauma nesta atitude

De algum modo surgiu nos últimos anos a ideia de que é necessário agradar todos os caprichos da criança. Alguns pais chegam mesmo ao cúmulo de aceitar os maiores disparates da criança, argumentando que não a querem traumatizar.

Educar, e sobretudo dar afecto, nada tem a ver com permitir todas as vontades, mesmo porque muitas representam verdadeiros perigos. A criança está preparada para ouvir o NÃO, e se muitas vezes reclama, é porque, como qualquer humano saudável, está a lutar pelo que deseja.

O papel da criança é lutar pelo que quer. E o do pai e da mãe, é recusar, dizer não, sempre que não está de acordo com o que a criança pede. E não há qualquer perigo de trauma nesta atitude. Pelo contrário, as crianças que na infância viram as suas vontades todas realizadas são adultos mais infelizes, rebeldes e menos preocupados com os próprios pais, sendo muitas vezes, inclusive, insensíveis às outras pessoas.

Compete a cada pai e a cada mãe avaliar o que é lógico e o que não é lógico concordar, até porque a criança nem tem capacidade para avaliar e decidir.


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