A importância da consciência de si mesmo

Escrito em em Julho 20, 2018

Orientar a própria vida não depende apenas de conhecimento, é também preciso um bom desenvolvimento da consciência de si mesmo

Uma coisa é a vida, outra, bem diferente, o que se diz ser a vida. E por causa dessa diferença muita gente sofre e, claro, é infeliz. Talvez esta tenha sido a lição mais importante de psicologia que aprendi até hoje. Ensinou-ma a minha mãe. Depois na faculdade, soube que também a ciência do comportamento humano apresenta a mesma tese. E na vida profissional, a trabalhar com psicoterapêutica, confirmo a cada dia que essa é exatamente a verdade.

O século XX marcou a generalização do conhecimento, e hoje são muitas mais as pessoas que têm acesso a informação. Pelo menos no ocidente. Mas orientar a própria vida não depende apenas de conhecimento, é também preciso um bom desenvolvimento da consciência de si-mesmo. E esse desenvolvimento da consciência ainda não aconteceu. E como a consciência parece ser o que nos obriga a fazer coincidir o que dizemos e o que fazemos, muitos ainda defendem uma moral que não praticam, perseguem valores e ideias que não são possíveis numa sociedade composta de pessoas que apenas olham os outros mas ainda não se sabem observar a si-mesmos.

Estas pessoas vivem como que sentadas numa estação de comboios, a ver passar a vida real e esperando um comboio ideal que, exatamente porque é ideal, nunca chegará. Frustradas, agridem cada um que se aproxima. E naturalmente que depois não vão receber dos outros o afeto que tanto anseiam. E cada vez que orientam as suas vidas pelo que pensam ser correto e não pelo que sentem dentro de si, afastam-se ainda mais da possibilidade de se unirem realmente àqueles que desejam poder amar. A frustração aumenta ainda mais, e com ela também aumenta o sofrimento; seu e dos que os rodeiam.


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